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Laço ou nó?

Literária Empatia
por Carolina Haag, Mestranda em Ciências Sociais Emergenciais Graduada em Serviço Social Jornalista /Apresentadora Portal Plural

Dizem que amar é complicado. Eu penso que não é. O amor é bem simples, é como uma “fita mimosa”. Complicado são aqueles que amarram o amor com força, deixando tudo bem apertado, um emaranhado sem pontas, um nó sem simetria; é aí que tudo se perde, tira a liberdade, traz angústia, medo, não respira, não vive e morre.

Quem puxa e aperta demais, sufoca demais, prende demais. Será que o amor e o amar é isso mesmo? Ter tanto medo da perda ao ponto de achar que apertar em nó vai segurar mais tempo… Será que isso é amor?

Gente, O amor não pode ser tão apertado assim. Todos nós precisamos de solidão, de liberdade e da felicidade individual. Eis aí toda a beleza de um laço, suas pontas podem parecer soltar, mas não vão, estão juntas, entrelaçadas, seguradas na beleza individual das voltas que dão.

Quando o amor é laço, ele é bonito, é firme, ele enfeita e seduz. Já viram como um presente com laço encanta os nossos olhos? Assim é o amor, bonito, encantador, que segura, que enlaça, mas que jamais aperta. Pode as vezes parecer frágil, mas todos nós sabemos que um laço bem dado é firme e não se desamarra assim tão facilmente, pode estar unido levemente para sempre.

O laço vem de todo um processo de ternura, a beleza toda vem da paciência de quem o fez. Sua sutileza, delicadeza resulta em todo o seu encanto.

O mundo precisa de gente que enfrenta seus nós e transforma-os em laços. Mas precisa também de gente que solta os laços para não se formar um nó.

Um nó cego não é garantia de ter segurança para sempre, isso não é amor, é orgulho, é posse… Um nó pode até dar a certeza da firmeza, mas no quesito amor ele é extremamente sufocante, e quando apertado demais, machuca, incomoda, irrita, morre…

Mas é amor, preciso insistir! NÓ em cima de NÓ vira aquela “maçaroca” difícil de desatar, sendo necessário arrebentar para não mais sufocar. E aí, nunca mais fica o mesmo, fica pela metade, machucado, fraco e em fiapos.

Conhecer o tamanho da linha, aprender a desatar, saber como enlaçar tantas vezes forem preciso, faz toda a diferença. O laço bonito, é aquele que as pontas se entrelaçam com igualdade e simetria. E mesmo assim, ainda não será perfeito.

Desejo infinitamente, que sejamos laços que unem corações e não nós que sufocam as almas. Antes de virar nó, solte! Há tantas fitas querendo ser entrelaçadas feito top, feito símbolo do infinito.

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