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Justiça com as próprias mãos

A prática da justiça com as próprias mãos não é um problema atual, vem desde a Mesopotâmia, com a ideia de: “olho por olho, dente por dente” A história clássica e trágica de Romeu e Julieta também foi assim, quando um Montéquio e um Capuleto morreram ao tentar fazer justiça um contra o outro (obviamente), trazendo uma ideia fixa de vingança.

Quando isso dá certo? NUNCA!

O que aumenta a violência desordenada entre as pessoas é o sentimento de “tentar resolver” no mesmo instante em que estamos envolvidos pela raiva.

A intolerância é cultural! Ela precisa ser trabalhada desde sempre, lá no Jardim da infância quando a criança nem tem noção do “diferente”, ensinado também pelo exemplo, dentro de casa, pelos familiares. Ensinar que precisamos urgentemente de cura; a cura para o individualismo egocêntrico.

Pesquisas apontam que pelo menos 1 milhão de pessoas no Brasil já tenha agredido alguém, esse problema nos leva imediatamente a uma pergunta: “Por que a população se sente no dever de fazer justiça sempre pela violência?” a resposta está clara, e está estampada na convivência diária, na vizinhança, no bairro, nos veículos de comunicação na vida.

A violência é exemplo visto pelo berço, seja ele de casa ou de uma nação.

É necessário medidas como a conscientização através de campanhas midiáticas governamentais para mostrar de forma didática para a população que violência não deve gerar violência e que esse ato, nunca deu certo.

O congresso também deve fazer valer as leis que garantem que criminosos sejam punidos por seus atos, mostrando para a população que não seria necessário que eles tomassem atitudes para fazer valer seus direitos. Já o Ministério da educação também poderia fazer parcerias com as escolas públicas e privadas capacitando profissionais para dar uma maior assistência na formação do cidadão brasileiro, criando assim uma corrente de reeducação na população.

Mas a família entrega para a escola que devolve para a família que culpa o governo e este não manifesta interesse porque o círculo é vicioso e sem vontade de mudança.

Sabemos que tem muitos que gritam pelo direitos dos injustiçados sem controlar o ímpeto de sua ironia maldosa nas piadas, nas atitudes, nos pensamentos e na vida.

A vingança nada traz de bom, avilta o caráter de quem a comete e gera muita infelicidade, tanto individual quanto coletiva.

Então, por tudo isso, substitua esse sentimento negativo pelo perdão das ofensas, pelo amor ao próximo, inclusive ao inimigo, deixando que Deus cuide de seus filhos com verdadeira justiça. Perdoar, não é esquecer, mas é um exercício diário de resistência emocional. Com o perdão, sua vida ficará mais leve, sua consciência trabalhará em paz, e o futuro lhe reservará os bons frutos da semeadura do bem e do amor assim como nos ensinou Jesus. Pense nisso, e viva melhor!

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